Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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Composição do MDB

A palavra chave para a compreensão da composição do Movimento Democrático Brasileiro é heterogeneidade. As origens partidárias dos filiados ao partido são diversas – assim como acontece na Arena –, não apenas por uma “conseqüência natural do modo artificial pelo qual foi estabelecido o bipartidarismo, mas também refletia a falta de clareza do caráter ideológico e representativo dos antigos partidos políticos”, como aponta a historiadora Maria D'alva G. Kinzo.

Pluripartidarismo

Em maio de 1975, Ulysses Guimarães, acompanhado pelo secretário-geral do MDB, Thales Ramalho, encontrou-se com o general Golbery do Couto e Silva. Uma reunião ultra-secreta, vinculada ao compromisso de que nada do que fosse conversado ali poderia ser levado adiante.

Generais no poder

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general a chegar à presidência da República na ditadura. A ele caberia completar o projeto de abertura lenta, segura e gradual planejado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, entregando o poder a um civil alinhado com os princípios da Revolução de março de 1964.

AI-5

Quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar, o Ato Institucional nº5 é diferente dos demais. Tido como um divisor de águas, ele marca o início do que se convencionou denominar “Anos de chumbo”, o recrudescimento do regime, que, à época, se concentrava nas mãos de militares linha-dura.

Atos Institucionais

O instrumento utilizado pelos militares para impor a nova ordem foram os atos institucionais. Era uma forma de dar alguma legitimidade ao que era um desrespeito a divisão de poderes que sustenta a República.

Tancredo Neves: a oposição prudente

Quinto dos doze filhos de Francisco de Paula Neves, um misto de comerciante e político com Antonina de Almeida Neves, Tancredo de Almeida Neves, nasceu em São João del Rei a 4 de março de 1910. Jogou futebol quando garoto, mas acabou se tornando um craque na política. Foi deputado, ministro, governador e presidente eleito - o primeiro da oposição. Mas não assumiu o cargo.

João Figueiredo: o último general-presidente

Doze dias depois de instaurar o Estado Novo, Getúlio foi presidir a cerimônia de formatura de mais uma turma da Escola Militar de Realengo. Como de praxe, cabe à maior autoridade entregar o espadim que simboliza a condição de aspirante da arma da cavalaria ao melhor aluno. Informado de que tratava-se do filho de um coronel, o presidente capricha no elogio:

Espero que o senhor continue a carreira militar no mesmo passo em que a está iniciando, e se torne um oficial tão brilhante como seu pai.

Teotônio Vilela: o menestrel das Alagoas

Um dos dez filhos de um bem sucedido proprietário rural, o alagoano Teotônio Brandão Vilela nasceu em Viçosa no dia 28 de maio de 1917 e não foi lá bom aluno: frequentou as faculdades de Engenharia e de Direito, em Recife e no Rio de janeiro e prestou exames na Escola Militar do Realengo, mas acabou largando os estudos para trabalhar com o pai.