Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

Conteúdo com a tag Carlos Lacerda:

A declaração de Montevidéu

Texto integral da eclaração conjunta assinada em Montevidéu pelo ex-presidente João Goulart e o ex-governador Carlos Lacerda, no contexto da Frente Ampla:

Notícias do golpe na imprensa

O Presidente da República sente-se bem na ilegalidade. Está nela e ontem nos disse que vai continuar nela, em atitude de desafio à ordem constitucional, aos regulamentos militares e ao Código Penal Militar. Êle se considera acima da lei. Mas não está. Quanto mais se afunda na ilegalidade, menos forte fica a sua autoridade. Não há autoridade fora da lei.

Frente Ampla

Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara e participante ativo do golpe de 1964 logo se desencantou com o regime militar, que acabou com a democracia e barrou seu caminho até a presidência.

Generais no poder

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general a chegar à presidência da República na ditadura. A ele caberia completar o projeto de abertura lenta, segura e gradual planejado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, entregando o poder a um civil alinhado com os princípios da Revolução de março de 1964.

Terrorismo de Estado

Durante a ditadura, do lado do governo, houve quem considerasse até as decisões de governantes sem voto (como os atos institucionais), insuficientes para controlar a sociedade e enquadrar a oposição. E partiram para o terror. Os atentados mais radicais foram abortados pela insubordinação de um militar.

O presidente promete reformas. O povo quer mais

“Desgraçada Democracia a que tiver que ter que ser defendida por esses democratas"

Ulysses Guimarães: o Senhor Diretas

Primeiro dos cinco filhos da professora Amélia Correa Fontes e do coletor de impostos Ataliba Guimarães, Ulysses Silveira Guimarães, nasceu em Rio Claro, no interior de São Paulo. Mas como aconteceu com outras figuras públicas aqui já mencionadas há dúvidas ou imprecisão sobre a data exata de seu nascimento. Sua biografia oficial crava dia seis de outubro de 1916. Mas o repórter Francisco Ornellas de O Estado de S. Paulo localizou dois documentos que apontam para o mesmo dia, mas um ano antes.

Leonel Brizola: um gaúcho bom de briga

Nasceu Brizola, mas não Leonel: até um ano e três meses sua mãe, Onívia de Moura Brizola, só o chamava de gurizinho. Ela queria batizá-lo como Itagiba. Mas o pai, o lavrador José de Oliveira Brizola, mais conhecido como Beja, não aceitou, e, antes que os dois resolvessem o impasse, ele já estava entre os mil homens arregimentados pelo camponês maragato (federalista) Leonel Rocha para participar da Revolução de 1923.