Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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Um site para refrescar a memória das Diretas Já

Veio em boa hora o site "Brado Retumbante _ do golpe às diretas", lançado na noite desta-segunda-feira pelo jornalista Paulo Markun e o Instituto de Cultura Democrática, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.
No momento em que a desinformação, a falta de memória ou a má fé tentam fazer comparações entre os recentes protestos contra a corrupção e o maior movimento cívico já visto no país, nada como contar a história como a história foi, narrada pelos seus próprios protagonistas.

Belo Horizonte

Antes de realizar o comício de Belo Horizonte, o governador Tancredo Neves reuniu-se com comandante da II Divisão do Exército, general Eduardo Lopes, para garantir que manifestação seria pacífica. Seu objetivo era superar os comícios de Curitiba e São Paulo. Fez bonito: na praça Rio Branco, em frente a Rodoviária, compareceram milhares de pessoas. Os organizadores e jornalistas calcularam que a multidão reunia 300 mil manifestantes.

O Comício da Sé

Num almoço de confraternização com repórteres políticos, no final de 1983, o governador Franco Montoro deu um passo decisivo na campanha das diretas. De acordo com João Russo, editor de política da Folha na época, quem tomou a iniciativa de cobrar mais atuação em favor da campanha foi Galeno de Freitas, colunista e repórter do jornal.

A mídia e as Diretas

O primeiro jornal a se engajar efetivamente Campanha das Diretas foi a Folha de S. Paulo. Aqui, vários jornalistas - da Folha e de outros veículos - tratam do assunto. E reconhecem que a militância a favor da democracia os levou a inflar muitos cálculos das multidões. Na reta final, todos os jornais e as emissoras de rádio e TV (limitadas ainda pela censura que já não existia na imprensa escrita) passaram a tratar do assunto.