Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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SNI

O Serviço Nacional de Informações nasceu em julho de 1964, mas há muito tempo a espionagem operava no país. Desde 1956, o serviço secreto brasileiro teve cinco siglas diferentes – Sfici (Serviço Federal de Informações e Contra-informação), SNI (Serviço Nacional de Informações), DI (Departamento de Inteligência), SSI (Subsecretaria de Inteligência) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência) – e ocupou diversas posições dentro da estrutura do Executivo.

Movimento Estudantil

A primeira entidade estudantil brasileira, a Federação dos Estudantes, surgiu em 1901, mas o movimento estudantil já se fizera presente na história do país antes disso: em 1710 foram os jovens estudantes de conventos e colégios religiosos que enfrentaram a invasão francesa no Rio de Janeiro. Havia estudantes na inconfidência mineira, na campanha da abolição e na república.

O golpe barrado pelo rádio e pelo povo nas ruas

Eleito vice-presidente para o período 1956 a 1960, João Goulart se reelegeu para o cargo, que assumiu em 1961. Obteve votação apertada, 200 mil votos em relação ao segundo colocado. Já o novo presidente, Jânio Quadros, montado sobre uma aliança desunida, mas conservadora, teve quase 2 milhões de votos de vantagem em relação ao segundo colocado.

Teotônio Vilela: o menestrel das Alagoas

Um dos dez filhos de um bem sucedido proprietário rural, o alagoano Teotônio Brandão Vilela nasceu em Viçosa no dia 28 de maio de 1917 e não foi lá bom aluno: frequentou as faculdades de Engenharia e de Direito, em Recife e no Rio de janeiro e prestou exames na Escola Militar do Realengo, mas acabou largando os estudos para trabalhar com o pai.

Leonel Brizola: um gaúcho bom de briga

Nasceu Brizola, mas não Leonel: até um ano e três meses sua mãe, Onívia de Moura Brizola, só o chamava de gurizinho. Ela queria batizá-lo como Itagiba. Mas o pai, o lavrador José de Oliveira Brizola, mais conhecido como Beja, não aceitou, e, antes que os dois resolvessem o impasse, ele já estava entre os mil homens arregimentados pelo camponês maragato (federalista) Leonel Rocha para participar da Revolução de 1923.