Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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A violência em letra de forma

As punições baseadas em atos institucionais não foram o único instrumento da repressão. Houve também a tortura. O primeiro caso notório foi o do líder comunista pernambucano Gregório Bezerra, preso quando tentava armar uma resistência armada no interior.

Marcio Moreira Alves e seu discurso

O que levou ao fechamento do regime não foi nem o vazio de Brasília nem a efervescência do Rio de Janeiro. O que levou ao fechamento do regime foi a Guerra Fria, foi a doutrinação sistemática, dentro da Escola Superior de Guerra, de duas ou três gerações de militares que se imbuíram da missão de combater o comunismo, que eles viam em toda parte e de cuja definição tinham idéias vagas. Comunistas para eles eram todos aqueles a favor de reformas sociais, melhor distribuição de renda etc.

Generais no poder

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general a chegar à presidência da República na ditadura. A ele caberia completar o projeto de abertura lenta, segura e gradual planejado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, entregando o poder a um civil alinhado com os princípios da Revolução de março de 1964.

Diretas Já

Desde que o primeiro ato institucional permitiu a eleição indireta do marechal Castelo Branco, as diretas passaram a fazer parte do programa da oposição. Mas durante um longo tempo, a tese aparecia em segundo plano, ofuscada pela proposta de uma assembleia nacional constituinte, sem a qual, imaginavam políticos e teóricos, seria inútil restaurar o voto direto.

AI-5

Quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar, o Ato Institucional nº5 é diferente dos demais. Tido como um divisor de águas, ele marca o início do que se convencionou denominar “Anos de chumbo”, o recrudescimento do regime, que, à época, se concentrava nas mãos de militares linha-dura.

Atos Institucionais

O instrumento utilizado pelos militares para impor a nova ordem foram os atos institucionais. Era uma forma de dar alguma legitimidade ao que era um desrespeito a divisão de poderes que sustenta a República.

Teotônio Vilela: o menestrel das Alagoas

Um dos dez filhos de um bem sucedido proprietário rural, o alagoano Teotônio Brandão Vilela nasceu em Viçosa no dia 28 de maio de 1917 e não foi lá bom aluno: frequentou as faculdades de Engenharia e de Direito, em Recife e no Rio de janeiro e prestou exames na Escola Militar do Realengo, mas acabou largando os estudos para trabalhar com o pai.

Mario Covas: um deputado contra o arbítrio

Mario Covas Júnior nasceu no dia 21 de abril de 1930, em Santos, no litoral paulista. Filho de um português e uma espanhola, começou a se interessar pela política ainda garoto. Aos 14 anos surpreendeu seu pai ao dizer que gostaria de realizar dois sonhos: ser prefeito da sua cidade e presidente do Santos Futebol Clube.