Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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A violência em letra de forma

As punições baseadas em atos institucionais não foram o único instrumento da repressão. Houve também a tortura. O primeiro caso notório foi o do líder comunista pernambucano Gregório Bezerra, preso quando tentava armar uma resistência armada no interior.

A solidariedade aos grevistas

A greve dos metalúrgicos do ABC de 1980 marcou uma virada na história do Brasil. Toda a sociedade civil se mobilizou em apoio à greve. No Rio de Janeiro, várias organizações comunitárias e sindicatos organizaram o Fundo de Apoio à Greve dos Metalúrgicos. Formou-se um comitê de organização que incluía gente de todos os grupos de oposição aos militares, gente da Igreja, intelectuais e artistas, professores e sindicalistas.

Greves do ABC

Na edição de primeiro de abril de 1964, o Jornal do Brasil informou que Comando Geral dos Trabalhadores decretara greve geral “em apoio ao Presidente João Goulart, paralisando de imediato os trens da Central do Brasil e da Leopoldina, o Porto de Santos e os bondes da Guanabara, com a adesão de universitários.”

A notícia não se confirmou: a greve anti-golpe não foi geral, nem capaz de manter Jango no poder. As lideranças sindicais que não foram imediatamente presas simplesmente debandaram.

Anistia

No dia 2 de abril de 1964, o jornalista Austregésilo de Athayde publicou um artigo no Diário da Noite, pedindo anistia para os derrotados e a devolução do poder aos civis.

Movimento Estudantil

A primeira entidade estudantil brasileira, a Federação dos Estudantes, surgiu em 1901, mas o movimento estudantil já se fizera presente na história do país antes disso: em 1710 foram os jovens estudantes de conventos e colégios religiosos que enfrentaram a invasão francesa no Rio de Janeiro. Havia estudantes na inconfidência mineira, na campanha da abolição e na república.