Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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Generais no poder

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general a chegar à presidência da República na ditadura. A ele caberia completar o projeto de abertura lenta, segura e gradual planejado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, entregando o poder a um civil alinhado com os princípios da Revolução de março de 1964.

Teotônio Vilela: o menestrel das Alagoas

Um dos dez filhos de um bem sucedido proprietário rural, o alagoano Teotônio Brandão Vilela nasceu em Viçosa no dia 28 de maio de 1917 e não foi lá bom aluno: frequentou as faculdades de Engenharia e de Direito, em Recife e no Rio de janeiro e prestou exames na Escola Militar do Realengo, mas acabou largando os estudos para trabalhar com o pai.

Ulysses Guimarães: o Senhor Diretas

Primeiro dos cinco filhos da professora Amélia Correa Fontes e do coletor de impostos Ataliba Guimarães, Ulysses Silveira Guimarães, nasceu em Rio Claro, no interior de São Paulo. Mas como aconteceu com outras figuras públicas aqui já mencionadas há dúvidas ou imprecisão sobre a data exata de seu nascimento. Sua biografia oficial crava dia seis de outubro de 1916. Mas o repórter Francisco Ornellas de O Estado de S. Paulo localizou dois documentos que apontam para o mesmo dia, mas um ano antes.

Leonel Brizola: um gaúcho bom de briga

Nasceu Brizola, mas não Leonel: até um ano e três meses sua mãe, Onívia de Moura Brizola, só o chamava de gurizinho. Ela queria batizá-lo como Itagiba. Mas o pai, o lavrador José de Oliveira Brizola, mais conhecido como Beja, não aceitou, e, antes que os dois resolvessem o impasse, ele já estava entre os mil homens arregimentados pelo camponês maragato (federalista) Leonel Rocha para participar da Revolução de 1923.