Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

Conteúdo com a tag Paulo Maluf:

Lembranças do primeiro debate na TV

Na disputa pelo voto direto para o governo dos estados, em 1982, um fato novo foi o uso da televisão. Com a censura abrandada pela abertura política no governo João Figueiredo (e que começara com seu antecessor, Ernesto Geisel) a oposição conseguiu espaço para responder aos ataques do candidato do governo num evento inédito: um debate ao vivo.

O Dia D

Brasília amanheceu sob o clima de cidade tomada pelo inimigo no dia 25 de abril de 1984, em que a emenda Dante de Oliveira seria votada na Câmara dos Deputados. Uma semana antes, o governo determinara uma série de medidas de emergência, supostamente adotadas para garantir tranquilidade aos parlamentares. Estavam proibidas manifestações públicas, o acesso à Esplanada dos MInistérios sob controle e as emissoras de rádio e televisão sob censura rigorosa.

O Comício do Anhangabaú

No dia 16 de abril de 1984, aconteceu no Vale Anhangabaú, em São Paulo, o último grande comício da Campanha das Direta. Na mobilização, agora coordenada por um comitê com mais de cem entidades, foram utilizados três milhões de panfletos, 100 mil cartazes e chamadas no rádio e na TV.

A mídia e as Diretas

O primeiro jornal a se engajar efetivamente Campanha das Diretas foi a Folha de S. Paulo. Aqui, vários jornalistas- da Folha e de outros veículos - tratam do assunto. E reconhecem que a militância a favor da democracia os levou a inflar muitos cálculos das multidões.

Tancredo candidato no Colégio Eleitoral

A derrota da Emenda Dante de Oliveira frustrou o país. Mais 22 votos e o futuro presidente da República seria eleito por todos os brasileiros. Rapidamente, a campanha migrou para outro eixo: o governador de Minas Gerais, Tancredo Neves. Vários personagens tratam desse assunto neste site.

Dante de Oliveira: o pai das Diretas-Já

No dia 6 de fevereiro de 1952, quando Dante Martins de Oliveira nasceu em Cuiabá, Getúlio Vargas era presidente e entrava na segunda semana de férias em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. João Figueiredo, ensinava oficiais a montar na Vila Militar, no Rio de Janeiro, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães estavam no palácio Tiradentes, na condição de deputados do PSD.

João Figueiredo: o último general-presidente

Doze dias depois de instaurar o Estado Novo, Getúlio foi presidir a cerimônia de formatura de mais uma turma da Escola Militar de Realengo. Como de praxe, cabe à maior autoridade entregar o espadim que simboliza a condição de aspirante da arma da cavalaria ao melhor aluno. Informado de que tratava-se do filho de um coronel, o presidente capricha no elogio:

Espero que o senhor continue a carreira militar no mesmo passo em que a está iniciando, e se torne um oficial tão brilhante como seu pai.

Ulysses Guimarães: o Senhor Diretas

Primeiro dos cinco filhos da professora Amélia Correa Fontes e do coletor de impostos Ataliba Guimarães, Ulysses Silveira Guimarães, nasceu em Rio Claro, no interior de São Paulo. Mas como aconteceu com outras figuras públicas aqui já mencionadas há dúvidas ou imprecisão sobre a data exata de seu nascimento. Sua biografia oficial crava dia seis de outubro de 1916. Mas o repórter Francisco Ornellas de O Estado de S. Paulo localizou dois documentos que apontam para o mesmo dia, mas um ano antes.

Mario Covas: um deputado contra o arbítrio

Mario Covas Júnior nasceu no dia 21 de abril de 1930, em Santos, no litoral paulista. Filho de um português e uma espanhola, começou a se interessar pela política ainda garoto. Aos 14 anos surpreendeu seu pai ao dizer que gostaria de realizar dois sonhos: ser prefeito da sua cidade e presidente do Santos Futebol Clube.