Brado Retumbante

Do golpe às diretas

Paulo Markun

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Os arquivos do SNI

O Serviço Nacional de Informações (SNI) foi criado pela Lei nº 4.341, de 13 de junho de 1964, como um órgão da Presidência da República, com a finalidade de superintender e coordenar as atividades de informação. Era obra do general Golbery do Couto e Silva, um adepto da doutrina da segurança nacional e um estrategista político que fez longa parceria com o general (e depois presidente) Ernesto Geisel.

SNI

O Serviço Nacional de Informações nasceu em julho de 1964, mas há muito tempo a espionagem operava no país. Desde 1956, o serviço secreto brasileiro teve cinco siglas diferentes – Sfici (Serviço Federal de Informações e Contra-informação), SNI (Serviço Nacional de Informações), DI (Departamento de Inteligência), SSI (Subsecretaria de Inteligência) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência) – e ocupou diversas posições dentro da estrutura do Executivo.

A morte de Vladimir Herzog

Vladimir Herzog morreu no dia 25 de outubro de 1975, durante uma sessão de tortura, na rua Tomás Carvalhal, 1030, no bairro do Paraíso, em São Paulo, num prédio utilizado pelo Destacamento de Operações Internas – Comando Operacional de Informações do II Exército.

Generais no poder

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general a chegar à presidência da República na ditadura. A ele caberia completar o projeto de abertura lenta, segura e gradual planejado pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, entregando o poder a um civil alinhado com os princípios da Revolução de março de 1964.

Terrorismo de Estado

Durante a ditadura, do lado do governo, houve quem considerasse até as decisões de governantes sem voto (como os atos institucionais), insuficientes para controlar a sociedade e enquadrar a oposição. E partiram para o terror. Os atentados mais radicais foram abortados pela insubordinação de um militar.

João Figueiredo: o último general-presidente

Doze dias depois de instaurar o Estado Novo, Getúlio foi presidir a cerimônia de formatura de mais uma turma da Escola Militar de Realengo. Como de praxe, cabe à maior autoridade entregar o espadim que simboliza a condição de aspirante da arma da cavalaria ao melhor aluno. Informado de que tratava-se do filho de um coronel, o presidente capricha no elogio:

Espero que o senhor continue a carreira militar no mesmo passo em que a está iniciando, e se torne um oficial tão brilhante como seu pai.